terça-feira, 13 de agosto de 2013

A importância da boa alimentação


Temos a tendência de viver a vida no piloto automático. Ingerimos grande parte da nossa dieta pela força do habito, cuja raiz está firmada na mente - relacionada com as memórias armazenadas ao longo da vida, com a maneira que aprendemos a reagir às percepções e ao meio em que vivemos. 

O que somos é resultado da síntese dos alimentos físicos e energéticos que ingerimos. Eles fornecem para o organismo o material necessário para o processo metabólico que nutre a vida. São os melhores medicamentos. Quando adequados para o nosso corpo e devidamente digeridos, contribuem para nos tornar saudáveis. Nossa saúde, peso ideal, estabilidade emocional, acuidade mental e bem estar geral dependem do que ingerimos e digerimos. 

Para o ayurveda cada alimento apresenta um ou mais sabores que estão relacionados com sensações e sentimentos. São reconhecidos seis sabores: 

a) doce: sabor nutritivo, tônico, rejuvenescedor. Harmoniza a mente e está relacionado ao sentimento de contentamento. Em excesso causa apego (ex: leite, frutas doces, arroz)

b) ácido: estimulante, digestivo, aumenta o apetite; ativa o metabolismo e funções cerebrais. Em excesso causa raiva, impaciência e inveja.  (ex: iogurte, vinagre)

c) salgado: digestivo, aumenta o apetite; diminui a ansiedade. Em excesso causa letargia, cobiça, raiva. (ex: sal, algas)

d) picante: estimulante, expectorante, aumenta a circulação e limpa os canais energéticos. Em excesso causa raiva e impaciência. (ex: pimentas, gengibre)

e) amargo: desintoxicante, limpa o sangue; purifica a mente e as emoções. Em excesso causa ansiedade, medo e insonia. (ex: hortaliças, chá verde)

f) adstringente: anti inflamatório, seca secreções excessivas e sangramentos; esfria a mente. Em excesso causa ansiedade, preocupação, medo e insonia. (ex: grãos, alface, aspargos)

Uma dieta equilibrada deve ser variada, com a presença de todos os sabores em equilíbrio. 

Namastê!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

SURYANAMASKARA - SAUDAÇÃO AO SOL

"Entre os hindus, a "saudação ao sol (surya é o sol)" é uma reverência ao astro-rei que nasce. Série de exótica beleza plástica, constitui preparo para os demais ásanas, em virtude de movimentar as várias seções da coluna, as pernas, os braços e os músculos abdominais. (...) A saudação ao sol é a melhor coisa a fazer para bem iniciar um dia feliz; deve-se iniciar com duas repetições, acrescentando uma sempre que vir que pode fazê-lo. O máximo de repetições é dez". 

Trecho retirado do livro "Autoperfeição com Hatha Yoga" do Professor Hermógenes. 

Breve descrição de como fazer a série:



a) Dé pé, olhos fechados, voltado de preferencia para o nascente, pés unidos, junte as mãos à altura do peito, como em oração. Limpe os pulmões, exalando todo o ar e retraindo o abdômen.

b) À medida que lentamente inspira, eleve os braços acima e atrás da cabeça.

c) Enquanto expira, abaixe o tronco, braços alongados, com a cabeça entre eles, até atingir os solos com as palmas das mãos, as quais devem chegar ao ponto mais próximo dos pés. 

d) Toque as mãos no chão e inspirando leve para trás uma das pernas e depois a outra, apoiado sobre as palmas das mãos e sobre as pontas dos pés, formando uma prancha com o corpo. 

e) Expirando, flexione os braços e toque o solo com a fronte, o peito, os joelhos e as pontas dos pés, tendo as nádegas levantadas. 

g) Inspirando, abaixe o abdômen e as pernas, apoiando-as sobre o solo, enquanto os braços se esticam, mantendo o tronco quase na vertical.  

h) Expirando, sem deslocar os pés e as mãos, eleve o quadril e as nádegas, ficando a cabeça entre os braços em adomuka (postura do cachorro olhando pra baixo). 

i) Inspirando, traga uma perna a frente, e depois a outra, voltando a posição em pé, fazendo nova inspiração lenta e profunda, conduzindo as mãos para o alto, terminando na expiração, levando as mãos unidas em frente ao peito.

Boa prática!

Namastê!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A massagem para bebês - Fortalecimento de vínculos


Shantala, método de massagem especialmente desenvolvido para o bebê, é uma arte de dar e receber amor. Foi inspirada no livro Shantala, do obstetra francês Dr. Frederick Leboyer. Ele deu esse nome em homenagem à mulher que o encantou com a força e a beleza de um momento de amor e troca com o seu bebê.

O principal objetivo dessa milenar massagem indiana é ampliar os momentos de contato com o seu filho e fortalecer o vínculo entre vocês. Portanto, não se preocupe demais com a técnica. Cada bebê é um indivíduo e o seu sinal de satisfação é o melhor indício para saber se os movimentos estão adequados.

A única recomendação é fazer a massagem em seu bebê somente se você estiver se sentindo tranquila e relaxada.

Namastê!



sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cante e vá além

Cante mantras todos os dias e vá além... quem canta “seus males espanta!”

    


        
           

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dhanvantari - O deus do ayurveda

Dhanvantari, o deus hindu da medicina, é um avatar de Vishnu, o senhor supremo. De acordo com as escrituras védicas, Dhanvantari materializou-se pela primeira vez nesta era ao emergir do Oceano de Leite, trazendo em suas mãos Amrita, o elixir da imortalidade, para fortalecer os semi-deuses em sua batalha contra os demônios. Indra, o senhor dos céus, observando a miséria dos seres humanos e sua aflição com as doenças na Terra, pediu a Dhanvantari que ensinasse o Ayurveda à raça humana. Com esse propósito, Dhanvantari nasceu como filho do rei de Kasi. Como rei de Kasi, organizou os Samhitas do Ayurveda para o benefício da humanidade.
Namastê!





segunda-feira, 8 de julho de 2013

Interiorizar-se


“A maior parte de vocês vive na superfície de seu ser, expostos ao contato das influências externas. 

Vocês vivem, por assim dizer, quase que projetados para fora de seus corpos, e quando encontram um ser desagradável, projetado como vocês fora do corpo, vocês ficam perturbados. Toda a dificuldade provém do fato de que seu ser não possui o hábito de recolher-se. Vocês devem sempre recuar um passo para o interior de si mesmos. Aprendam a mergulhar profundamente no interior. Recolham-se e estarão em seguraça. Não se abandonem às forças superficiais que se movem no mundo externo.

Mesmo que estejam apressados para fazer alguma coisa, recolham-se por um instante e descobrirão, para a sua própria surpresa, que farão muito mais rápido e melhor o trabalho que tiverem que realizar.

Se alguém encolerizar-se contra vocês, não se deixem tomar por suas vibrações, mas, simplesmente, interiorizem-se, e a raiva da pessoa, não encontrando em vocês nenhum suporte ou resposta, desaparecerá.

Permaneçam sempre em paz, resistam a toda tentação de perder esta paz. Não decidam nada sem recolher-se ao interior, jamais digam uma palavra sem recolher-se, jamais se lancem à ação sem recolher-se.
Ponham em prática essa paz interior, ao menos tentem um pouco e continuem a se exercitar até que isso se torne um hábito em vocês.”

Mirra Alfassa, “A Mãe”, em “O Caminho Ensolarado”