sexta-feira, 17 de outubro de 2014

OMS e Violência Ostétrica

É definitivamente um marco que o tema da violência obstétrica tenha chegado finalmente aos ouvidos da OMS e que esta tenha se prontificado a difundir uma declaração bem específica sobre o tema.
A íntegra da mesma você pode ler abaixo.

Sabe o que é ainda mais especial nisso tudo? É que essa conquista não se fez sozinha, ela se construiu dia a dia, passo a passo, partindo das mãos e das vozes de milhares de mulheres que se uniram em prol de levantar esta bandeira. E a ação continua. Agora nosso objetivo é fazer com que esta declaração se espalhe por aí, seja lida e compartilhada pelo maior número de pessoas, para que possa servir de embasamento e escudo na construção de uma nova realidade.

Pelo menos nos últimos dois anos, temos acompanhado uma importante mobilização de mulheres nas mídias sociaisO tema da violência obstétrica alcançou um importante novo público em torno de projetos e ações. 

Os temas foram amplamente repercutidos nas mídias sociais, provocando um grande impacto nos veículos de comunicação. Vamos chamar o debate sobre o tema mais uma vez. E vamos levando uma nova mensagem da OMS, que quer saber o que as mulheres têm a contar.

Essa é, portanto, uma ação militante e ativista, como também o foram o Teste da Violência Obstétrica e a produção do documentário “Violência Obstétrica – A Voz das Brasileiras“. Tudo o que for gerado com essa grande repercussão será enviado à OMS em caráter de ação do movimento de mulheres.



Condições gerais da maternidade no Brasil

Mulheres mães brasileiras vivem em péssimas condições. Pelos rankings internacionais, feitos por diferentes instituições de pesquisa, como a Save the Children, o Brasil tem péssimo desempenho no que se trata do bem estar materno. Enquanto Cuba aparece com a melhor posição da América Latina, em 33o. lugar, nosso país permanece na 78a. posição, atrás da Ucrânia (país mais pobre da Europa) e da África do Sul. Mas o que os rankings não mostram é que os melhores desempenhos, medidos por variáveis como saúde gestacional, mortalidade materna e infantil, renda, emprego, educação, dentre outras, foram construídos ao longo do tempo, principalmente por políticas públicas focadas no bem estar das mães, pais e crianças. A Suécia, por exemplo, que figura há muito tempo entre a primeira e a segunda posição em diferentes rankings como esse, construiu políticas sociais focadas nas famílias, sob influência de um feminismo forte e preocupado com as condições de vida das mães – casadas ou não. Avante mulheres, a dor de uma é a dor de todas, a conquista de uma é a conquista de todas.

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